
Newton Bignoto analisa o desafio de Paula Gabriela Mendes Lima de introduzir a filosofia feminista no Brasil,mostrando que "as teses defendidas no livro são polêmicas e, por vezes, incômodas. Pode-se dizer que esse é um efeito desejado pela autora, que longe de fugir do debate o acolhe e mostra sua extensão. Na parte final do livro, a exposição das diversas abordagens filosóficas feministas -liberal, marxista, negro, pós-colonial, decolonial-, contribuiu para alagar ainda mais o horizonte de pesquisa sobre o feminismo, mostrando su diversidade e amplitude teórica".resenha
Sempre bem-humorado, pronto para uma piada, Sérgio Miceli, um dos fundadores do Jornal de Resenhas, nos acompanhava no fechamento das edições do jornal na redação da Folha de São Paulo, acompanhado por Luiz Fernando Franklin de Matos e por Amílcar de Castro, dentre outros. Durante todo o tempo de existência do jornal impresso, foi responsável pela área de sociologia e pelas exposições de artes plásticas e não deixava escapar nada do que era publicado na área. Suas resenhas também foram marcantes, dentre as quais destacamos "Arte e dinheiro", sobre o livro de Pierre Bourdieu, Livre-troca - Diálogos entre ciência e arte, de setembro de 1995. Reproduzimos aqui a primeira resenha que publicou no n. 2 do jornal, em maio de 1995, "Chave para ouvir Mozart", sobre o livro de Norbert Elias Mozart - Sociologia de um gênio. primeira resenha
Neste livro, Renato Janine Ribeiro parte de dois conceitos centrais de Maquiavel, em O príncipe, que são os conceitos de virtù e fortuna, para analisar, entre outros aspectos da democracia no Brasil, o percurso de dez ex-presidentes do Brasil. São eles, pela ordem em que são analisados: José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luís Inácio Lula da Silva, Dilma Roussef, Michel Temer, Getúlio Vargas, Juscelino Kubitscheck e Jair Bolsonaro (lembrando que o livro foi publicado antes do término da eleição de 2022, em que Lula foi eleito).


