


A reação da professora Maria Isaura Pereira de Queiroz à resenha que escrevi sobre "Agruras e prazeres de uma pesquisadora", aferrada a uma breve passagem de um texto que procura sublinhar a grandeza de sua obra, me deixou perplexa.
Segundo a autora, "é inteiramente falsa" a informação de que "iniciou-se como pesquisadora no bojo do convênio firmado ente a Universidade de Columbia (EUA) e o governo da Bahia para a realização de pesquisas em comunidades típicas de várias regiões do Estado" (grifo meu). Dizer "no bojo" não é dizer que foi aluna ou pesquisadora de universidades americanas, tampouco que tenha realizado viagens aos EUA e, menos ainda, que fez pesquisas em várias comunidades. O que afirmo é que sua investigação sobre a dança de São Gonçalo publicada no volume "Sociologia e Folclore" (Livraria Progresso, 1958), se insere numa cena mais ampla de estudos empreendidos em várias comunidades baianas sob os auspícios do referido convênio, executado pela Fundação para o Desenvolvimento da Ciência da Bahia.
Segundo Thales de Azevedo, diretor da Fundação e prefaciador do volume, o estudo da professora Maria Isaura foi desenvolvido "graças à cooperação financeira do Programa de Pesquisas Sociais da Fundação (pág. 7). Além disso, a escolha da comunidade de Santa Brígida decorreu de uma visita que ele fez ao arraial, em 1950, em companhia de Benjamin Zimmerman. É isso o que quer dizer "no bojo".